17 novembro 2013

Live without Life


Capitulo XXXVI – Parte 3

Respirei fundo, era agora, seria certo?

- Estás tão linda mãe! – Disse a Alex caminhando até mim.

Eu sorri e beijei-lhe a testa, a minha menina, as minhas meninas, já tinham uma aparência de 12 anos.

- Obrigado princesa, tu também estás. – Com um lindo vestido azul-escuro pelos joelhos, e com alças finas, as minhas filhas seriam as meninas das flores e das alianças.

- Tenho de ir mãe, não te atrases! – Disse e caminhou elegante mente para fora.

Revirei os olhos e olhei pela janela, enquanto esperava que o meu irmão (que casou há um mês atrás com a Jane) me viesse buscar, pus-me a lembrar do momento em que os meus pais apareceram e me ‘’obrigaram’’ a casar.

- Ola pequena. – Dissera-me.

- Agora e que decidiram aparecer? – Perguntei um pouco irritada.

O meu pai apareceu atrás de mim com uma risada

- Acho que a tua mãe já te explicou que iriamos sempre estar a ver-vos, mas não iriamos interferir.

- Isso não e justo! – Disse com se fosse uma menina pequena e mimada. – Eu e o Ian temos direito a querê-los na nossa vida! Mesmo que seja como fantasmas ou almas, como lhe quiserem chamar!

O vento já começava a soprar com mais força.

- Acalma-te. – Mandou o meu pai.

- Não tens, pequena, não e natural. – Explicou a minha mãe, calmamente.

- E eu sou natural? – Disse um pouco mais alto. – Eu sou uma vampira que também é bruxa, e tenho duas filhas biológicas vampiras! Não me venham com essa treta!
- É a nossa decisão. – Disse a minha mãe.

- Pois fiquem a saber que é uma decisão de porcaria!

- É por isso que não segues em frente? – Questionou o meu pai.

Eu parei um pouco em choque e virei o meu olhar para ele, lentamente.

- O quê? – Perguntou.

- Tu ouviste, apesar de eu não gostar do vampiro, eu sei, nós sabemos a razão para nãos te casares.

- Eu poder-me-ia casar se os meus pais deixassem de se armar em fantasmas! – Contrapus.

- Nós somos fantasmas, pequena. Já não estamos cá, não existe um espaço na tua vida para nós, este era o nosso destino. – Explicou a minha mãe.

- E o meu destino é saber que vocês estão aí e não vos puder ver? Não esperem, se calhar é casar! – Disse ironicamente e depois parei, já a beira de um ataque nervoso. – Vocês vieram aqui para me fazer casar? – Perguntei.

- Estás linda mana. – A voz do Ian soou um pouco longe, despertando-me.

Virei o olhar para ele e sorri. Ele também estava lindo, com o cabelo arrumado e o smoking preto.

- Olha quem fala. – Disse alegremente. – Já esta na hora?

- Depende, queres chegar a horas ou atrasada?

- É costume chegar atrasada, não? – Perguntei um pouco incerta e ele riu.

- Sim, mas o Alec ainda te vem aqui buscar.

Eu ri e o meu olhar pousou no anel de noivado, era algo simples, todo em prata e com uma pedra num azul muito escura. (Link: http://www.silvernecklacesmall.com/pt/media/catalog/product/cache/1/image/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/2/_/2_10_2.jpg)

Ele tinha ficado tão feliz quando cheguei a casa e lhe saltei para os braços, dizendo que sim.

- Sim? Sim o quê? – Perguntou confuso.

Peguei-lhe no rosto e beijei-lhe os lábios com muito carinho e paixão. Ele afastou-se um pouco de mim e olhou-me preocupado.

- Sentes-te bem? Não dizes coisa com coisa linda.

- Estou perfeitamente bem.

- Então explica-te. – Pediu.

Sorri e puxei-o para mim.

- Depois eu explico-te, fica só, contente agora. – Beijei-lhe os lábios enquanto lhe rodeava o pescoço.

Ele abraçou-me a cintura e sorriu ainda a beijar-me. Na cabeça dele coloquei a imagem de uma das vezes que ele me fez o pedido, mas desta vez, a obter um sim como resposta.

Ele afastou-se.

- A serio? Tens a certeza? – Perguntou com um sorriso a nascer-lhe nos lábios.

Eu ri.

- Estás a tentar que eu desista?

- Não! – Ele girou-me no ar. – Já disse que te amo muito?

- Podes dizer outra vez.

- Amo-te muito. – Sussurrou e beijou-me também.

- Eu também. – Murmurei contra os seus lábios.

O Ian pegou-me na mão e puxou-me para baixo.

- Tu deves querer ver um vampiro a morrer. – Sorriu.

- Os vampiros já estão mortos, mano. – Revirei os olhos. – Além disso, não estou atrasada.

Ele girou-me para que observasse pela janela os convidados.

- Olha quem está ali, mana. – Eu observei através das janelas e observei as figuras transparentes dos meus pais.

- Eles vieram…

- Assim como estiveram cá no meu, és a melhor mana. – Falou abraçando-me.

- Eu? Porquê?

- Tiveste coragem de gritar com os nossos pais e eles agora, estão e estiveram aqui, nos dias mais felizes das nossas vidas.

Olhei para ele com um leve sorriso nos lábios.

- Não me faças chorar. – Repreendi e ele riu, beijando-me a testa.

- Vamos?

Assenti, as portas abriram-se e a música começou a tocar. Os passos foram incrivelmente lentos em comparação com um meu coração palpitante.

Ele estava ainda mais lindo com o smoking preto e o sorriso torto estampado no rosto. O caminho era curto, já que não havia muita gente, logo a necessidade de muitos bancos não existia.

Assim que cheguei, finalmente, ao lado do Alec, suspirei. Ele pegou-me na mão e viramo-nos para a frente. A cerimónia foi no mínimo, estranha.

Um padre humano, um bando de vampiros e dois fantasmas. Só na minha vida! Fazia isto apenas pelo Alec, a cerimónia a mim não me importava, eu já era dele e ele meu, um anel ou um papel assinado, não comprovavam nada.

- Declaro-vos marido e mulher. – Disse o padre. – Pode beijar a noiva.

Ele virou-se para mim com um sorriso enorme estampado no rosto. Com um braço, rodeou-me a cintura e com o outro puxou o meu rosto para o seu.

Os seu lábios colaram-se aos meus suavemente, como se fosse o nosso primeiro beijo, o meu coração acelerou e todas aquelas sensações calorosas transpassaram-me o corpo.

Passei um braço pelo pescoço dele , trazendo-o para mais perto. Tudo há nossa volta desaparecera, não importava, apenas o nosso amor e o facto de estarmos juntos.

Ele afastou-se um pouco, mostrando o seu deslumbrante sorriso.

- Amo-te linda…

Sorri e abracei-o pela cintura.

- Eu também, anjo.

Depois de todos nos terem parabenizado, eu puxei-o com as minhas filhas para perto dos meus pais, que se mantiveram sempre afastados.

- Olá mãe, pai. – Cumprimentei.

- Preto? – Perguntou a minha mãe avaliando o meu vestido. (Link: http://i00.i.aliimg.com/img/pb/221/026/493/493026221_759.jpg sem as flores)

- Eu não sou uma noiva normal! – Disse. – Queria algo único.

O Alec abraçou-me de lado e beijou-me a bochecha.

- Estás linda.

As minhas filhas já conheciam os avós e embora tivessem achado um pouco estranho, conformaram-se com eles não estarem presentes, assim como eu e o Ian.

A verdade é que o meu pai não gostava muito do Alec, principalmente depois do que se passou, mas ele sabia que aquilo estava predestinado, assim como nós os dois estávamos destinados a estar juntos.

- Olá vós! – Cumprimentou a Alex fazendo a minha mãe sorrir.

- Como estás minha pequenina?

Elas ficaram a conversar alegremente, enquanto eu era puxada pelo Alec para a pista de dança.

- Dá-me a honra desta dança Senhora Cullen? – Perguntou.

- Claro que sim, Senhor Cullen. – Respondi pegando na mão dele.

Puxou-me para si pela cintura, encostei a cabeça no ombro dele e suspirei.

- Finalmente minha. – Disse enquanto dançavas levemente ao ritmo da musica.

- Finalmente meu. – Repliquei sorrindo.

- Para sempre?

- Até ao fim da nossa existência.
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Ultimo capitulo agora só falta o epilogo = (
 

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Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
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