20 dezembro 2013

The Hunter


Capitulo 6

- Sim, eu estou mesmo a ir. – Voltei a dizer.

- Menina! Há melhores maneiras de descobrir tudo o que quer saber!

Pousei a mala em cima da cama e virei-me para ela.

- Se eu não for agora, posso nunca mais obter informações. – Voltei a concentrar-me em guardar as minhas armas. – Já tratei de tudo para que pareça que vou numa viagem de negócios, podes tratar de tudo daqui de casa, sabes tanto quanto eu.

- Se tem a certeza, não a posso impedir. – Disse tristemente.

- Pois não. Isto é algo que eu tenho de fazer.

Pouco depois guardava algumas embalagens de ‘’sumo vermelho’’, vesti umas calças pretas justas e uma camisola de alças também preta.

- Vou ter saudades Paige. – Falei abraçando o corpo da mulher, um pouco mais alta do que eu, que me cuidou como se eu fosse filha dela. – Vemo-nos dentro de uns tempos.

- Tem a certeza, menina? – Voltou a perguntar, abraçando-me.

- Absoluta. – Disse endireitando-me. – Se passar demasiado tempo, diz que apanhei uma doença altamente contagiosa.

Ela riu.

- Por acaso… - Disse um pouco mais solta.

Afastei-me dela e olhei pela janela á procura da sombra daquele demónio. Como não consegui detetar nada, voltei para dentro e prendi as minhas armas ao meu cinto.

Ouvi um som lá fora e respirei fundo.

- Ele chegou, até breve. – Estiquei-me para lhe beijar a testa.

- Tome conta de si, menina Alice. – Pediu abraçando-me uma última vez.

Agarrei na pasta e desci as escadas rapidamente, saindo pela porta sem olhar para trás. Aquele demónio de cabelos loiros e olhos azuis, estava encostado a um carro preto.

Aproximei-me dele devagar, agarrando numa estaca do meu cinto, assim que estava suficiente perto dele, espetei-lhe no pescoço.

- Isto foi pelo braço. – Resmunguei.

Ele arrancou rindo da minha cara.

 

- Sempre adoravelmente irritante. – Falou e abriu-me a porta do carro. – Despacha-te, temos uma a festa a ir.

Com má vontade, entrei e atirei a pasta para os bancos de trás.

- Festa? – Questionei assim que ele entrou.

- Sim, não foi isso que eu disse?

Ligou o carro e acelerou no máximo que o carro dava para a estrada.

- O que vamos lá fazer? Não tenho o que vestir!

Ele olhou para mim pelo canto do olho e sorriu levemente.

- Já tem tudo preparado, baixinha. – Disse. – As informações, recebes depois.

Cruzei os braços a frente do peito e mordi a língua para não lhe dizer que baixinha é a… Respira Alice, respira.

Durante o que pareceu muito tempo, o carro foi conduzido em total silêncio, quando finalmente, paramos foi em frente de uma grande mansão.

- Onde estamos?

- Minha casa. – Respondeu.

- Eu tenho que deixar a minha mas tu podes vir para a tua!?

- Calma baixinha. – Resmungou saindo e entrando dentro de casa.

- Diabo! – Resmunguei saindo e entrando também. – Eu fiz-te uma pergunta! – Rosnei e levei com tecido na cara.

- Veste-te e arranja-te. – Mandou. – Se queres ter tempo de receber as informações da missão.

Eu queria enfiar-lhe uma bala na testa, mas em vez disso respire fundo.

- Preciso de maquilhagem, não posso ir assim. – Disse o mais calmamente possível.

- Tens tudo o que podes precisar no quarto. – Disse desaparecendo.

Bufei e subi para o quarto irritada, demónio dos demónios!

- Tanto sentimento de odio contra a minha pessoa! – Falou com a voz muito longe do quarto onde eu entrei.

- Lamento informar-te que não és uma pessoa! És um monstro! – Gritei para que ele me ouvisse.

Agarrei no saco em cima da grande cama e tirei de lá tudo, maquilhagem, verniz, acessórios, um vestido preto e sapatos.

Arranquei a roupa do corpo e enfiei-me no vestido que, estranhamente me servia perfeitamente. (Link: http://i00.i.aliimg.com/wsphoto/v0/843153622/-font-b-Cheap-b-font-New-One-shoulder-Formal-Fashion-Sexy-High-Split-Evening-Gown.jpg)

Sentei-me na cama com um espelho á minha frente a maquilhar-me, fiz algo sombrio e marcante, que me deixasse bonita.

Calcei-me e tratei do cabelo, finalmente estava pronta e desci novamente para a sala. (Link: http://www.saltos-altos.com/images/product_images/popup_images/600_0.jpg)

- Como é que é suposto lutar com isto? – Perguntei irritada.

- Não lutando. – Disse levantando-se. – És o isco.

- Sou o quê? – Questionei irritada colocando as mãos na cintura.

- Calma baixinha, não deixo que te magoem.

Bufei irritada.

- E eu não vou para lá desprotegida!

Ele apareceu atrás de mim.

- Quem falou em ir desprotegida? – Sussurrou perto do meu ouvido.

As mãos dele levantaram-me a parte longa do vestido, prendendo algo la com força.

- Uma das tuas espadinhas. – Anunciou. – Eu sei o quanto gostas delas.

Como se o meu cérebro despertasse, agarrei-lhe o pescoço puxando-o para a minha frente e atirando-o ao chão.

- Não me toques. – Rosnei pausadamente.

Ele riu-se levantando-se.

- Eu gosto de um desafio. – Verificou o seu figurino e sorriu para mim. Que raiva! – Vamos.

- Informações, primeiro! – Exigi.

Ele suspirou irritado e virou o olhar azul para a minha pessoa.

- Vamos atrás de um vampiro antigo, ele tem algumas informações importantes.

- Que informações?

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O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
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